A história de Zidane

28-03-2011 15:39

O filho de um dos maiores jogadores da história do futebol, Zinedine Zidane, não se chama Enzo por acaso. Essa é uma homenagem do meio-campista françês ao seu grande ídolo, o talentoso uruguaio Enzo Francescoli, que fez sucesso não só na França, mas também na Argentina e na Itália.

Francescoli surgiu para o futebol em 1980, no Montevideo Wanderers. Alto, de passadas largas e muito talento na condução da bola, chamava a atenção também por seu comportamento irrepreensível dentro de campo, sempre gentil e educado com companheiros e adversários. Não demorou muito para que o seu futebol atravessasse as fronteiras do Uruguai.

Em 1983, Francescoli foi contratado pelo River Plate, da Argentina. No mesmo ano, ele se tornaria campeão da Copa América pela seleção uruguaia. No ano seguinte, as atuações exuberantes no clube argentino lhe garantiram a eleição como melhor jogador das Américas. Mais dois anos se passaram, e em 1986 ele venceria seu primeiro título argentino, como artilheiro isolado da competição. Ídolo no River, o destino de Francescoli acabou sendo o futebol europeu.

O jogador saiu da Argentina para a França, onde se juntou ao Racing, no mesmo ano de 1986. Não teve nem tempo de participar da campanha que deu ao clube de Nuñez o título da Copa Libertadores da América.

Na França, as performances de Francescoli seguiram brilhantes. Após três anos no Racing, o gigante Olympique, de Marselha, contratou o jogador. A única temporada do uruguaio no Olympique terminou com sua escolha como o melhor jogador estrangeiro do campeonato. O suficiente para impressionar o então jovem Zidane, que nunca esqueceu do futebol clássico e vistoso de Francescoli.

Da França, o jogador foi para a Itália, onde ficou quatro anos entre o Cagliari e o Torino, sem muito destaque. Era hora de voltar para a Argentina, e Francescoli resolveu retornar para o clube no qual ainda era lembrado e idolatrado pelos torcedores. O River receberia sua estrela de volta em 1994.

Logo de cara, o título argentino e mais uma artilharia do campeonato nacional. No ano seguinte, em 1995, mais uma conquista de Copa América com a seleção uruguaia. E para fechar com chave de ouro o seu retorno, o título que ele não teve a chance de comemorar dez anos antes, a Copa Libertadores da América, em 1996.

Francescoli aposentou-se em 1998, em um jogo amistoso entre River e Peñarol em um Monumental de Nuñez repleto de torcedores agradecidos por tudo que o habilidoso jogador fez por seu clube de coração. Maior artilheiro estrangeiro da história do River, a marca de Francescoli já havia sido gravada nos corações da metade vermelha e branca de Buenos Aires.